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Agentes que entregam e não alucinam: Você precisa conhecer o Cecílio da Jabuti AGI.

Se você está montando produto de IA e acha que um conjunto de prompts basta, esta conversa é pra você.

No Papo de Founder de hoje eu falei com Cecílio Fraguas, CEO da Jabuti AGI, sobre como construir agentes que realmente operam processos de negócio, com segurança, integração e resultado. A pauta vai além do hype: falamos de arquitetura, jornada go-to-market, investimento e o papel crítico do comercial.

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A jornada do Cecílio

Cecílio é engenheiro elétrico formado pela Unicamp que virou arquiteto de software e liderou projetos pesados em bancos. Passou por Bradesco e oito anos de Itaú, aprendendo liderança, adoção tecnológica em larga escala e integração com sistemas críticos. No tempo livre, mergulhou em eletrônica, drones e visão computacional. Afinou modelo no YOLO quando isso ainda era “coisa de laboratório”. Viajou a Israel, estudou o ecossistema de GPUs e decidiu empreender.

Em 2023, escolheu o caminho bootstrapped. Em vez de “casquinha” em LLM, começou pelo que quase ninguém quer encarar: sistema enterprise com agentes que planejam e agem e que integram APIs e bases corporativas para executar tarefas de ponta a ponta. O primeiro cliente pagou o piloto, a solução virou produto, e a Jabuti nasceu com foco em assertividade e confiabilidade. Filosofia de camelo: receita primeiro, estética depois. Durar no deserto importa mais do que correr 100 metros.

O que é a Jabuti AGI

A Jabuti AGI constrói agentes Reason & Act com camadas de segurança e governança que tratam a IA como parte de um sistema transacional, não como um chatbot isolado. Pilares:

  • Planeja antes de agir. O agente entende o objetivo, consulta sistemas, usa ferramentas e só então responde.

  • Integração real com o negócio. CRM, billing, core banking, ERPs. Onde está o dado e a ação, o agente pluga.

  • Guardrails e responsabilidade. Filtros de jailbreak, verificação de consistência, reexecução quando há risco de alucinação e políticas para conteúdos sensíveis.

  • Canais onde o cliente está. Muito WhatsApp e voz, porque é assim que o Brasil se relaciona. Conversa natural, com “mão” para conduzir jornadas quando o menu prescritivo ajuda.

Resultado: agentes que resolvem atendimento, ativação e cobrança com empatia e automação de verdade, medindo ganho contra o custo humano, não contra “bot de árvore de decisão”.

O momento do mercado

Há uma bolha de implementações ingênuas de IA. Provas de conceito agradáveis viram dor quando precisam escalar para milhões de clientes. O Brasil tem um diferencial: infra financeira e regulatória madura (SPB, Pix, LGPD). Isso pressiona por qualidade de arquitetura, rastreabilidade e segurança. O espaço mais quente é o de atendimento e operações. Quem reduzir custo por contato com 80/20 de resolução automática fica na frente. Mas atenção: agente agêntico custa mais que bot trivial. O business case precisa comparar com o atendimento humano, não com um FAQ.

Defensabilidade vem de três coisas: dados operacionais, workflows proprietários e integrações que viram barreiras de troca. É aí que “prompt bonito” perde para sistema que roda.

Relação com investimento

A Jabuti nasceu com cliente como primeiro investidor. Crescimento orientado a receita, time enxuto e reinvestimento em produto. O plano é claro: foundation sólido agora, camadas de autoatendimento e experiência depois. Rodada faz sentido quando a expansão exige geografia nova, time local e lastro. Investimento como acelerador, não como respirador. Para fundadores, a lição é direta: unidade econômica antes de valuation e métrica de adoção antes de manchete.

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O papel do diretor comercial nas startups

Se IA virou motor, vendas precisa virar transmissão. O diretor comercial deixa de “gerir pipeline” e passa a desenhar jornadas com o produto e operações:

  • Jornadas conversacionais com ação. Do “posso ajudar?” ao “já resolvi aqui no seu cadastro”. Nada de encaminhar para outro canal.

  • Ofertas e cobranças com contexto. Relacionamento que usa histórico, risco e elegibilidade em tempo real. Empatia que converte.

  • Playbook orientado a business case. Payback por canal, taxa de resolução, Csat, AHT, CAC por fluxo agêntico. Comparar com humano, medir semanalmente, matar o que não performa.

  • Fundador perto do cliente. Founder-led growth não é romantismo. É ouvir objeções, ajustar pricing e priorizar integrações que destravam receita.

  • Governança de risco. Em setores regulados, comercial precisa entender as linhas vermelhas e garantir que o agente só execute o que é permitido, com logs e reversão.

Comercial bom em 2025 domina narrativa, dados e operação. Vende valor e entrega valor. Se o agente não move métrica, é feature de demo.


Se você quer ver esse papo completo, conhecer a cabeça por trás da Jabuti e entender como elevar seus agentes de “demo” para sistema vivo que gera receita, acompanhe Cecílio Fraguas e visite o site da Jabuti AGI. E se esse conteúdo te ajudou a pensar produto, mercado e defensabilidade de outro jeito, assine a kamelo.

— Luiz

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