Se os dados viraram a nova linguagem do sistema financeiro, a InvestPlay decidiu escrever melhor do que ninguém. No meu papo com Iago Oselieri, fundador e CEO, ficou claro como a empresa construiu um motor de inteligência proprietária para transformar dados transacionais em decisão de produto, crédito e relacionamento em bancos e fintechs (em escala). Conheça a InvestPlay, entenda o momento do mercado e leve aprendizados práticos sobre captação e o papel comercial nas startups.
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A jornada do Iago
Iago começou cedo consertando computador, fazendo sites na adolescência, estudando programação e robótica no técnico. Passou por comercial e novos negócios, morou fora (trabalhando de tudo um pouco) e, em 2020, decidiu empreender “de cabeça” com a InvestPlay.
O gatilho?
Uma sequência de protótipos, vivência prática e o empurrão do Startup Weekend, experiência que também moldou meu caminho. Daí nasceu uma visão pragmática: resolver dores grandes com tecnologia própria e um entendimento profundo de contexto.
O que é a InvestPlay
A InvestPlay é uma deep tech/fintech de inteligência de dados aplicada ao setor financeiro. Seu produto, o Insighter, conecta dados transacionais a modelos de IA proprietários para:
Segmentar em escala (centenas de audiências comportamentais: traveler, pet lover, stress financeiro, etc.);
Melhorar o crédito (renda estimada, affordability, política e modelo);
Hiperpersonalizar ofertas (produto certo, no timing certo, para a carteira certa);
Aumentar conversões (há cases com salto de conversão até 11x em produtos específicos);
Dar autonomia a times de Negócios, Crédito, Marketing, CRM, Dados e Produto (menos dependência de esteiras lentas e generalistas).
Dois pontos diferenciam:
(1) IA fundacional própria (não plugada em GPTs externos para o core), garantindo controle e compliance;
(2) execução dentro do ambiente do cliente, respeitando governança e segurança, condição básica no financeiro.
Na era da IA, a InvestPlay se posiciona como parceira estratégica de bancos e fintechs, usando o Insighter para transformar “dado bruto” em gatilhos de negócio rápidos e contextualizados. É uma resposta direta ao desafio real do setor: interpretar a imensidão dos dados e operar personalização e crédito com inteligência (e velocidade).
Em outubro/2025, a empresa reforça a tese de que os próximos 18 meses serão decisivos na corrida por liderança em IA no bancário, com tecnologia para principalidade (ser o banco “nº 1” do cliente).
O momento do mercado
PIX e Open Finance elevaram o patamar de sofisticação do sistema financeiro brasileiro. Ao mesmo tempo, fraudes, perfis digitais e novas categorias de gasto (ex.: bets) mudaram o jogo de risco e relacionamento. O que funcionava antes, modelos de crédito “mais do mesmo”, dados de birôs sem contexto transacional vivo, não escala mais. A janela de oportunidade está em ler o extrato como “retrato de vida” para decidir melhor. É exatamente onde a InvestPlay atua.
Captação: não é só dinheiro
A InvestPlay passou pelo inferno operacional no início da pandemia (contratações feitas, rodada-ânjo travada), sobreviveu com criatividade financeira e entrou em rota de crescimento. Em 2023, recebeu R$ 3,3 milhões de BRQ, B3, Osten Moove e Darwin Startups, capital que veio com conselho ativo, acesso e uma cobrança saudável que acelera a estratégia.
A visão do Iago é clara: funding, visão e pessoas são as alavancas do CEO. E a decisão por bootstrap vs. VC não é ideológica, é sobre o anseio do founder, o plano de criação de valor e o alinhamento explícito de expectativas entre sócios e investidores.
Me diz ai, onde você encontra conversas com fundadoras(es) nacionais nesse nível?
Eu sei que você também não aguenta mais podcast onde as pessoas parecem empreender no mundo dos ursinhos carinhosos.
No papo de founder não tem isso, é vida real, aprendizados reais e empreendedoras(es) que você deveria acompanhar de perto, concorda?
Aproveita e compartilha esse conteúdo com outras(os) fundadoras(es), vamos levar a história do Iago (e tantas outras) para mais pessoas!
O que um CEO faz numa startup B2B
Vender para bancos não é “mais do mesmo”. O Diretor Comercial em startups que jogam esse jogo precisa operar cinco frentes simultâneas:
Account Strategy por segmento: mapear portfólio (cartões, crédito, investimentos, seguros) e casos de uso que provam ROI em 90 dias.
Orquestração de stakeholders: TI, Risco, Jurídico, DPO, CRM, Produto, Negócios. Security & Compliance entram cedo no processo.
Provas com dados do cliente: POCs em ambiente do banco, com métricas de conversão, lift e impacto em carteira (não apresentações).
Parcerias que abrem portas: integradores, consultorias e canais que encurtam ciclo e reduzem custo de aquisição enterprise.
Narrativa de risco: IA proprietária, governança de dados, explainability, trilhas de auditoria e aderência regulatória, antes da objeção.
Quando essa cadeira tem senioridade, produto e go-to-market se encontram no cliente — e a empresa deixa de ser “fornecedor de dashboard” para virar parceiro estratégico.
Quer ir além?
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— Luiz.











