0:00
/
Transcrição

IA conversacional já é o presente

O que o Country Manager da Botmaker revela sobre agentes de IA, modelos SaaS e o que todo fundador precisa entender antes que seja tarde

Olá, sou o Luiz. Com a venda da minha startup passei a atuar como advisor, apoiando founders na jornada de amadurecimento dos negócios. A kamelo é o espaço onde compartilho aprendizados (e práticas) do meu dia a dia, tudo focado na consolidação das startups no mercado. O conteúdo é autoral e aberto à colaboração, me chame aqui ou pelo LinkedIn.


Quando convidei o Erick Buzzi soubia que a conversa iria além de um papo de produto. Erick é Country Manager da Botmaker no Brasil, mas antes disso é um executivo com 17 anos navegando as maiores empresas de tecnologia do mundo (Oracle, Salesforce, SAP e VTEX) e que escolheu, de forma deliberada, sair da segurança das big techs para apostar em IA conversacional.

Essa aposta não foi aleatória. Foi baseada em observação de mercado, em padrões de comportamento do consumidor e numa convicção de que o WhatsApp não era só um app de mensagens. Era o novo balcão de atendimento do Brasil.

Se você ainda está tratando conversacional como “mais um canal”, essa leitura é para você.

De Oracle a Botmaker

Erick começou na Oracle como trainee, passou por quase 9 anos vendendo CRM, ERP e soluções de customer experience, depois migrou para Salesforce, SAP e chegou à VTEX no início da pandemia. Na VTEX, ele estava na liderança de vendas e enterprise quando começou a perceber algo que não aparecia nos relatórios: uma fatia crescente do tráfego e do volume transacionado estava indo para o WhatsApp.

Esse movimento não o assustou. Abriu um caminho.

Saiu da zona de conforto das plataformas de commerce e foi direto para o mundo de IA conversacional. Primeiro numa empresa do setor, depois chegando à Botmaker, empresa onde ele enxergou o produto mais completo e escalável da categoria.

Junto à trajetória executiva, Erick também constrói posicionamento como investidor anjo. Tem participação na Plumes (que se fundiu com a Sankia), na Pagalev (fintech de PIX parcelado) e na Retail Hub. Ele não só opera no mercado de tecnologia. Ele aposta nele com o próprio capital.

O que é a Botmaker

A Botmaker nasceu em 2016, fundada por ex-Googlers e ex-Facebook, com uma tese simples: os chats iam dominar a comunicação. Hoje, com operações em mais de 40 países e escritórios no Brasil, México, Argentina, Colômbia, EUA, Espanha e Portugal, a empresa é uma das principais plataformas de desenvolvimento de agentes de IA da América Latina.

Mas o que ela entrega de fato?

Três tipos de agentes: chatbots por texto, callbots por voz (telefonia e WhatsApp Calling) e mailbots para e-mail conversacional. Tudo integrado a mais de 20 canais, WhatsApp, Instagram, TikTok, Mercado Livre, YouTube e outros. Do lado das integrações, a plataforma atende desde PMEs até grandes enterprises.

Parceiras Apple, Google e Meta. Certificada ISO 27001. Pioneira na integração do ChatGPT aos seus produtos.

Esse é o tamanho do que o Erick opera no Brasil.

O mercado que ninguém pode mais ignorar

Erick trouxe um dado do relatório Meta + BCG que parou o papo: 77% dos consumidores preferem interagir com marcas que ofereçam conversas como uma das suas opções. Não é tendência. É preferência declarada do consumidor agora.

E ele foi mais fundo. Dentro de dois anos, segundo a visão do presidente do WhatsApp no Brasil, não haverá mais espaço para empresas que não atendem 24/7. O imediatismo geracional não espera fila. Não preenche formulário. Não navega labirinto.

A provocação do Erick para fundadores foi direta: pare de tratar o conversacional como mais um silo da empresa. Atendimento, vendas, loja física, e-commerce, todos precisam ser conectados por uma espinha dorsal conversacional. Um cérebro único, plugado em múltiplos canais, que conhece o cliente independente de onde ele começa a conversa.

E o terceiro ponto: chegou a hora de ter um head ou área dedicada ao conversacional dentro da empresa. Não é sobre ter um número de WhatsApp. É sobre ter estratégia.

SaaS vai morrer?

O barulho criado pelo post da a16z sobre o fim do modelo per seat chegou à conversa. Salesforce, Oracle e SAP viram ações derretirem. O mercado sentiu.

Erick não foi para o extremo, mas foi preciso: o SaaS que vive apenas na camada gerencial (aquele que entrega ferramenta para usuário logar e executar tarefa) vai perder tração. Não vai morrer de vez, mas vai perder protagonismo.

O que vai crescer são os SaaS que estão na operação. Que fazem o trabalho acontecer, não que entregam interface para o humano trabalhar. Agentes que vendem, atendem, interpretam contexto e executam ações autônomas, sem precisar do usuário logado para funcionar.

A Botmaker é exatamente esse modelo. Você não contrata acesso. Você contrata capacidade de trabalho.

O papel do Country Manager que Erick escolheu ser

No fechamento da conversa, Erick foi direto sobre como enxerga seu papel: olhar para tendência antes de virar pendência. Empoderar o time para trazer perspectivas sobre IA. E educar o mercado — em qualquer tamanho de audiência, de dois a mil pessoas.

Esse movimento de educação não é generosidade. É estratégia. O mercado de IA conversacional ainda está em construção. Quem educa, posiciona. Quem posiciona, vende.

É o playbook que todo fundador deveria estar executando no seu nicho agora.

— Luiz

Discussão sobre este vídeo

Avatar de User

Pronto para mais?