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A força do streaming no mercado brasileiro: Conheça o Maurício Almeida da Watch Brasil

Conversar com Maurício Almeida (CEO da Watch Brasil) é entender, por dentro, como se constrói uma empresa de tecnologia com motor comercial conectado com parceiros para entregar uma melhor experiência de entretenimento para milhões de pessoas.

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A jornada do Maurício

Maurício empreende desde 1999.

Passou pela IG, meios de pagamento e, em 2013, mergulhou em TV digital, experiência que levou ao insight de TV sobre IP. Em 2016, após operar e vender participação em um provedor regional (onde entendeu a dinâmica dos ISPs), fundou a Watch em 2017.

A Watch começou em casa: Seu irmão foi investidor anjo, o que o levou a fazer apresentações para estúdios (Sony/Paramount) antes do produto completo e o lançamento oficial em outubro de 2018.

Maurício tem a rotina de auditar balanços desde o dia 1 e a obsessão por dados viraram marca registrada, com tiers quantitativos/qualitativos e melhores práticas extraídas da base de clientes.

O que é a Watch Brasil?

A Watch é um hub de conteúdo para ISPs: filmes, séries, canais ao vivo, aluguel de lançamentos, múltiplos perfis e telas, com parcerias como Max e Globo. Hoje, são 2.000 provedores parceiros e ~15 milhões de assinantes indiretos impactados. Para o ISP, a plataforma aumenta ticket médio e fidelização ao empacotar entretenimento com a banda larga.

Nos últimos meses, a empresa lançou o Watch Free (8 canais em sinal aberto + 500+ conteúdos VOD, 100% gratuito, foco em alcance e publicidade), ampliando topo de funil e valor para ISPs.

No áudio, a vertical Awdio digitaliza rádios, entrega dados de consumo em tempo real, mídia programática local e um app com 13 mil rádios globais e audiobooks, fortalecendo retenção para provedores.

Pelo lado de P&D, a Watch Labs desenvolve tech de streaming “end-to-end” (inclui a Meeva, tecnologia proprietária de processamento/entrega), com tese de monetização, personalização e expansão internacional.

No ecossistema, Maurício lidera o Conselho Anti-Pirataria da Abotts, defendendo ações combinadas de regulação, tecnologia e comunicação para proteger a cadeia de OTT/streaming.

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O momento do mercado

Com a fibra ótica estabilizando o serviço, acesso virou commodity, e quem compra por preço troca por preço. ISPs precisam de valor agregado: combos de entretenimento, mídia segmentada, ativação simples (instalador já sai com o app logado) e pós-venda ativo.

A Watch organiza tiers de atendimento, treina times locais e produz ~500 peças/mês para os provedores usarem nas redes, focando ativação e engajamento. Em 2026, a North Star migra de engajamento para experiência do usuário.

Capital como estratégia

O financiamento da Watch veio em ondas: capital anjo familiar, um family office em 2018, VC em 2021 e novo aporte recente, sempre com critério de “smart money” (aporte técnico/operacional e alinhamento de valores). A governança foi profissionalizada cedo (auditorias, FP&A, compliance), reduzindo risco e baixando custo do capital ao longo da jornada.

O que founders podem aprender com o Maurício?

  1. Distribuição antes de construir features

    O diretor comercial não “empurra” produto; orquestra canais, constrói “combos” que façam sentido para o cliente do seu cliente e fecha gaps do funil (instalação → ativação → uso → upsell). O case do instalador que sai com o app logado é uma aula de onboarding vendido.

  2. Pós-venda como produtividade de receita

    Maurício é explícito: o desafio é converter novidade em venda e sustentar pós-venda de qualidade em milhares de contas. Diretor comercial bom treina o canal, transfere playbooks, cria rotinas de revisão e mede taxa de ativação por cluster (tamanho, região, competição).

  3. Marketing de canal em escala

    As 500 peças/mês mostram que habilitar o parceiro é tão importante quanto rodar mídia própria. Seu time comercial precisa de kits prontos, campanhas plug-and-play e benchmarks para aumentar ticket e retenção.

  4. North Star clara e evolutiva

    Engajamento como métrica norte foi ótimo para ganhar tração; agora, a virada para experiência do usuário alinha produto, marketing e vendas ao que realmente gera boca a boca e reduz CAC. Defina (e revisite) sua North Star conforme a fase.

  5. Dados como alavanca comercial

    Tiers quantitativos/qualitativos e benchmarks por região/porte permitem dizer ao cliente: “você está 5% abaixo do ticket dos pares; aqui está o pacote que performa”. Isso acelera decisão e profissionaliza a conversa.


Se você é founder B2B/B2B2C, a conversa com o Maurício mostra que crescimento consistente nasce da combinação de distribuição bem escolhida, ativação sem atrito, pós-venda ativo e governança que reduz ruído na execução.

Conheça a Watch e siga o Maurício no Linkedin.

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— Luiz

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